Reportagem Seção Economia Jornal Correio Popular de Campinas e Região, exaltando ao Centro de distribuição de confecções de lingerie que já atrai 10 mil revendedoras para a cidade. Clique aqui e veja a matéria!

Campinas está se tornando a Capital da lingerie. A cidade já atrai 10 mil revendedoras de diversas partes do Brasil, além do Exterior, para o Jardim Novo Campos Elíseos. Em um galpão rosa de 600 m2 de área funciona a central de distribuição de 117 confecções de lingeries de Nova Friburgo (RJ), a 470,5 km. O “paraíso” das calcinhas é uma iniciativa inédita que garante o escoamento da produção de microconfecções da serra fluminense, que foram completamente devastadas pelo deslizamento de 2011.
Consultor de lingerie, fabricante e especialista no assunto, Agnelo D′La Belle encabeçou o projeto e inicialmente reuniu 24 fabricantes que venceram a barreira da competitividade e fundaram a União dos Fabricantes de Lingerie da Cidade de Nova Friburgo. O grupo investiu na força do associativismo e montou em Campinas a primeira Central de Distribuição da Capital da Lingerie, canal para escoar produção, garantir mercado e oferecer preço atrativo direto do fabricante para a revendedora.
“Não há crise no setor de lingerie. A Classe C compra, em média, 11 conjuntos de lingeries por ano, consumo que é muito maior em outras classes”, aponta. Belle, que também é vice-presidente da Associação Comercial de Nova Friburgo, diz, ainda, que o consumidor gasta aproximadamente 12% da renda com vestuário, o que também abrange as roupas de baixo. A central em Campinas, cidade com localização estratégica e infraestrutura logística, favoreceu o negócio. Em pouco mais de um ano o número de participantes quadruplicou, mostrando uma nova oportunidade de mercado para confecções devastadas pela tragédia natural, que agora enviam diariamente um caminhão com 50 caixas de peças.
No “paraíso” das calcinhas, em frente ao Extra Amoreiras, há opções a partir de R$ 1,40 (US$ 0,42) até corpetes de R$ 50 (US$ 15,2), de peças básicas a kits sensuais. Não há burocracia para quem deseja complementar a renda como revendedora de lingerie da Central, que não exige CNPJ. Basta ter R$ 200 (US$ 60,6) para a compra inicial – valor parcelado no cartão – e fazer um cadastro. A lucratividade chega a 300% em algumas peças, outras rendem 200%.
Com a crise, muita gente desempregada ou que precisava de uma alternativa de renda investiu na venda porta a porta. A Central de Lingerie em Campinas atrai revendedoras de diversas partes de São Paulo – que responde por 30% do movimento -, além do Nordeste, Amazonas, Sudeste e até um casal de Cuba, que descobriu a página da Central no Facebook e resolveu conhecer. A lingerie de Nova Friburgo, via Campinas, foi parar até no Japão e rendeu muitos ienes para um revendedor de Campinas, coisa de mais de R$ 150 (US$ 45,5) para uma peça de R$ 10 (US$ 3,03).

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